quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIA 05 - DIA DA AMAZÔNIA


Com sete milhões de quilômetros quadrados, e cinco milhões e  meio  de  florestas, a Amazônia ocupa 60% do território brasileiro e representa um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade. 

A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a mais biodiversa de floresta tropical do mundo.



UM MUNDO QUE TENDE AO VEGETARIANISMO


Uma matéria bem interessante que eu li hoje no site do Planeta Sustentável, vou reproduzir aqui.
A opção pelo hábito vegetariano de se alimentar está tomando uma tendência de não mais ser apenas uma opção, mas uma necessidade que a sociedade terá. 

Poucas pessoas sabem mas o consumo de carne incentiva que a produção continue e a produção de carne é uma grande responsável pelo gasto da água no planeta (colocar o link do post sobre consumo de carne).

Eu particularmente, que sou vegetariana, aderi ao estilo de alimentação por opção. Por questões que dizem respeito ao âmbito ambiental, espiritual, ético e de saúde, optei por não mais comer animal algum. Não tenho a pretensão de convencer ninguém a parar de comer carne, cada pessoa tem seus princípios e suas verdades, mas fico feliz em ver que cada vez mais espaços públicos estão abertos para este tipo de notícia e que muitas pessoas estão mais abertas a discutir e a pensar sobre o consumo de carne e o impacto que este causa no nosso planeta.


Falta de água pode tornar o mundo vegetariano

Vanessa Barbosa - EXAME.com - 28/08/2012
Diariamente, um bilhão de mulheres, homens e crianças vão dormir com fome, enquanto 10 milhões morrem por desnutrição a cada ano. Se ainda hoje o mundo não conseguiu sanar esse mal, que afeta um em cada sete de seus habitantes, como é que vamos alcançar a segurança alimentar para uma população que em 2050 chegará a 9 bilhões de pessoas?
Um novo estudo mostra que a solução para evitar uma catástrofe alimentar passará por uma mudança quase completa de uma dieta a base de carne para uma mais centrada em vegetais. E isso deverá acontecer por um único motivo: a escassez de água. É o que aponta o relatório “Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar”, divulgado ontem na Suécia, por ocasião da Semana Mundial da Água.

A análise mostra que não haverá água suficiente para alcançar a produção esperada em 2050 se seguirmos com a dieta característica dos países ocidentais em que a proteína animal responde por pelo menos 20% das calorias diárias consumidas por um indivíduo.

Na ponta do lápis, de acordo com os cientistas, a adoção de uma dieta vegetariana é atualmente uma opção para aumentar a quantidade de água disponível para produzir mais alimentos e reduzir os riscos de desabastecimento em um mundo que sofre com extremos do clima, como a seca histórica que afeta os Estados Unidos. O motivo é que a dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal – que hoje demanda um terço das terras aráveis do mundo só para o cultivo de colheitas para alimentar os animais.

“A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo”, ressalta um trecho do relatório, que alerta sobre a pressão atual e crescente sobre esse recurso natural usado de forma cada vez mais insustentável. Segundo previsões da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda. Isto colocará uma pressão adicional sobre os nossos hídricos, num momento em que precisaremos também alocar mais água para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas, salientam os cientistas.

Estresse hídrico

Um outro estudo divulgado em maio pela consultoria britânica Maplecroft mostrou que o mundo já vive um “estresse hídrico” e que a falta de acesso à água potável vem pesando sobre os países mais pobres ou marcados por histórico de conflitos militares, instabilidades políticas e sociais. Segundo o levantamento, os países do Oriente Médio e África são os mais vulneráveis à falta de água. Nessas regiões, cada gota pode emergir como uma nova fonte de instabilidade.

Em alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, como Kwait e Arábia Saudita, a escassez de água vem se tornando crítica há gerações. Primeiro colocado na lista de 10 países em “risco extremo” de falta d´água, Bahrein, no Golfo Pérsico, usa águas subterrâneas para a prática da horticultura, porém, em quantidade insuficiente para atender toda a população. A deterioração dos lençóis subterrâneos de água já é uma das principais preocupações nacionais.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O PRINCÍPIO DOS 3 RS


Se hoje em dia o lixo é um problema, o melhor resíduo que existe é o que não foi gerado. Porém, é impossível viver sem produzir restos, mas é possível diminuir a quantidade produzida.


A gestão sustentável dos resíduos sólidos pressupõe uma abordagem que tenha como referência o princípio dos 3 Rs, apresentado na Agenda 21: redução (do uso de matérias-prima e energia e do desperdício nas fontes geradoras), reutilização direta dos produtos e reciclagem de materiais.


Um conceito usado na Gestão de resíduos sólidos, baseado no princípio dos 3 Rs é a hierarquia dos resíduos. Este consiste na identificação das estratégias básicas e de suas respectivas importâncias para o gerenciamento de resíduos e segue o princípio de que evitar a geração do lixo causa menor impacto do que reciclar os materiais após seu descarte.


A aplicação do conceito leva não só a uma gestão mais eficiente dos resíduos, como cria novas oportunidades de negócios que envolvam a otimização do processo de tratamento de resíduos, fomentando assim um movimento geral na hierarquia e evitando com isso a deposição em aterros sanitários.



Coisas muito simples podem ser feitas para diminuir o impacto ao meio ambiente proveniente de nossas ações, mas simples não quer dizer que seja fácil de se fazer. O fato é que para isto é necessário conscientização e vontade.


O princípio dos 3Rs consiste em:


Reduzir
Diminuir a quantidade de lixo residual que produzimos é essencial. Os consumidores devem adotar hábitos de consumo saudáveis como adquirir produtos que realmente serão utilizados e que sejam reutilizáveis, como exemplo: guardanapos de pano, sacos de pano para fazer suas compras diárias, embalagens reutilizáveis para armazenar alimentos ao invés dos descartáveis.


Reduzir significa avaliar tudo que consumimos atualmente, avaliar o que é importante e o que é absolutamente supérfluo e procurar reduzir estes últimos, além de verificar a qualidade do que se compra e se sua quantidade é suficiente ou exagerada. Um exemplo muito bom são os produtos que são valorizados pela embalagem. Uma embalagem bonita pode fazer o produto encarecer em 30% ou 40% e toda ela acaba indo parar no lixo.


A quantidade do que se compra também é importante. Não adianta lotar a geladeira de compras, ou por medo de que falte ou por causa da promoção, pois geralmente uma boa parte se estraga e vai para o lixo. Compre em quantidades que você saiba que conseguirá consumir e não faltará nem sobrará. A qualidade dos produtos também é importante, pois muitas vezes comprar aquele produto em oferta, mas de “origem duvidosa”, resulta em desastre, ou porque ele não dura muito ou porque é tão ruim que você se vê obrigado a jogá-lo fora.


Falar em reduzir significa rever o que é importante para o nosso consumo, sua quantidade e o que é muitas vezes apenas uma maneira de nos impor na sociedade como status. Reduzir será uma das tarefas mais difíceis dos três Rs.


Reutilizar
Utilizar várias vezes o mesmo produto ou a mesma embalagem. Com um pouco de imaginação e criatividade podemos aproveitar sobras de materiais para outras funções, como exemplo: garrafas de plástico/vidro para armazenamento de líquidos e recipientes diversos para organizar os materiais de escritório.


Lembra daqueles copos de requeijão que acabavam fazendo parte dos utensílios domésticos? Este é um exemplo clássico da reutilização. Reutilizar significa dar um novo uso para as coisas, evitando que essas virem lixo. Reutilizar os potes de margarina como recipientes para congelar alimentos, utilizar canecas rachadas como míni vasos, aproveitar os dois lados das folhas de papel são algumas idéias da reutilização de materiais.


Mas a reutilização não é exclusiva dos materiais e embalagens. A água é outro elemento que deve ser reutilizado. A água que sobra da lavagem das roupas, por exemplo, pode ser utilizada para lavar o quintal, a água da lavagem dos vegetais pode ser reaproveitada para regar o jardim ou os vasos de plantas e a coleta da água da chuva também pode ser usada para lavar o carro, quintal e regar as plantas.


Reciclar
Transformar o resíduo, antes inútil, em matérias-primas para a fabricação de novos produtos é um benefício tanto para o aspecto ambiental como energético. Exigir programas de reciclagem dos governos locais - e principalmente participar deles - é a melhor forma de exercer essa idéia.


Reciclar é o último dos Rs, mas nem por isto o menos importante. É a solução para aquilo que não pode ser reutilizado, porém, dependendo do tipo de material, a reciclarem ainda não é a solução.

Mas, reciclar envolve uma rede um pouco maior, pois para isto precisamos primeiro de postos de coleta que destinem corretamente o material, depois precisamos da conscientização das pessoas para recolherem, separarem e levarem até os postos o lixo que pode ser reciclável.


Em resumo os três Rs são um conceito muito importante, tanto para termos em mente quanto para exercitarmos. Eles não estão nesta ordem à toa. A idéia é reduzir ao máximo a produção de lixo para evitar, além da degradação do ambiente pela extração dos materiais, evitar a degradação também pelo depósito do lixo gerado. Para isso, devemos atacar as duas pontas da cadeia, a produção (envolve comprar menos e melhor) e a destinação (envolve transformar o lixo em novas coisas). Reduzir, Reutilizar e Reciclar, apesar de ainda hoje serem atitudes voluntárias de algumas pessoas, já dão mostras de serem as atitudes inevitáveis a se seguir. A escassez de material para se produzir, a poluição do ar e da água, a falta de energia e outros fatores nos estão levando a consolidar a ideia de que tudo um dia acaba, por maior que seja sua quantidade.


Quando refletimos e agimos sobre a questão do lixo em casa, na escola, no trabalho, na prefeitura e na rua, percebemos o quanto é possível que cada um de nós faça uma diferença enorme diante deste problema. Ao assumir nossas responsabilidades sobre essa e todas as questões da sociedade, estamos de fato nos tornando cidadãos e construindo uma nação de verdade.

CONSUMO, LOGO EXISTO


Consumo, logo existo (Frei Beto)
 Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. "Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc.
A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais. Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira. Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós." O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.

Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém. Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia?

Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife. Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela...

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.

Comércio deriva de "com mercê", com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas. Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo. "Nada poderia ser maior que a sedução" – diz Jean Baudrillard – "nem mesmo a ordem que a destrói." E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com frequência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. "Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."

terça-feira, 24 de julho de 2012

O DEVER DE TODOS

O que para muitos pode parecer besteira para outros é sinônimo de compromisso. Nossas atitudes com relação ao meio em que vivemos acarretam conseqüências para todos os seres vivos inclusive para nós mesmos. Ter consciência da nossa responsabilidade enquanto ser vivente do planeta é primordial para que tenhamos qualidade de vida por muito mais tempo, garantindo a qualidade também para as futuras gerações.
Nossos atos não se resumem ao que está à nossa volta. Uma simples bolinha de papel jogada no chão pode ser levada pelo vento até bueiros, dos bueiros caem na rede de esgoto e se juntam a todas as outras bolinhas de papel jogadas no chão por cada habitante. A água que consumimos, quanto mais suja, se torna mais difícil e mais caro o seu tratamento e reaproveitamento. A conseqüência disso é o encarecimento da conta de água e a escassez para quem não pode pagar por esse preço.
O resto de óleo, usada na fritura dos alimentos em um simples almoço na nossa casa, acontece o mesmo. Um litro de óleo é capaz de contaminar um milhão de litros de água. As companhias de tratamento de água com toda certeza repassam o custo do tratamento para nós, consumidores e dependentes dessa água. Eu, como cidadã de classe média, consigo continuar pagando pela água, mesmo que a conta sofra um aumento no final do mês. Mas a grande maioria das pessoas pode ser que não consiga mais pagar pela mesma água que eu ajudo a sujar e que ajudo a encarecer. E onde está minha responsabilidade? A minha responsabilidade é que, sabendo disso tudo, não devo ajudar a excluir mais ainda uma grande parcela da população que já discriminada socialmente por não ter o mesmo poder aquisitivo que eu. Essa é a minha responsabilidade. É nesse momento que entra a minha consciência e que deveria entrar a consciência de muita gente.
Sim, não são somente os cidadãos de classe média que poluem. Todos os habitantes do planeta poluem e não há como deixar de poluir. Mas há como evitar a poluição desnecessária, há como reduzir o lixo, há como descartar corretamente os resíduos que já não servem mais e há como ajudar a divulgar e conscientizar mais pessoas. A qualidade de vida de todos está em jogo. O bem estar e a sobrevivência no planeta dependem sim de pequenas ações, mas de pequenas ações de todos. Governos e grandes empresas são responsáveis por uma grande parte da poluição gerada no planeta mas nós, cidadãos de classe média ou não, além de fazer a nossa parte, também podemos cobrar destes órgãos atitudes mais responsáveis. Isso tudo é nosso papel. Isso tudo é nosso dever como cidadão e como inquilinos deste planeta chamado TERRA.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

OS RESÍDUOS E SUA DESTINAÇÃO


Estamos nos acostumando a identificar os resíduos que devem ser descartados quando nos deparamos com as lixeiras coloridas (azul, verde, vermelho e amarelo). É fácil saber a destinação de uma revista, de uma latinha de refrigerante ou de uma garrafa pet. A questão é que existem resíduos que geramos que são difíceis de se identificar a correta destinação e, embora possam ser reciclados, não devem ser destinados para a reciclagem comum.
Entre esses resíduos podemos citar o isopor, a borracha, os CDs e as radiografias velhas. A reciclagem destes pode gerar mais resíduos tóxicos e, considerando o material de que são feitos, também requerem um tratamento diferenciado na hora de reciclar. Para esses casos, a Lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, recomenda que fabricantes, comerciantes e importadores recolham esses materiais.
Abaixo segue indicações para a correta destinação e tratamento adequado de alguns tipos comuns de resíduos que merecem tratamento especial:
MEDICAMENTOS FORA DA VALIDADE OU SEM USO: Todos os medicamentos são compostos de substâncias químicas que podem contaminar solo, água e ar quando descartados no lixo comum. Para nossa segurança, o descarte deve ser em locais autorizados a receber como os pontos de coleta existentes nas drogarias Panvel (RS, SC e PR), na Droga Raia (SP, RJ, MG, RS, SC e PR) e da rede Pão de Açúcar/Extra (SP).
RADIOGRAFIAS NÃO MAIS UTILIZADAS: As chapas de raio X são compostas, entre outros materiais, de metais nobres que podem ser utilizados em utensílios e até mesmo em jóias. Para isso, requerem tratamento especial na recuperação pois o processo de reciclagem gera resíduos altamente tóxicos. Para o descarte correto também devem ser entregues nos pontos autorizados como: Hospital das Clínicas (SP), Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas). Clientes dos laboratórios Fleury e a+ Medicina Diagnóstica podem entregar radiografias nas unidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Recife, Porto Alegre e Brasília.
CARTUCHOS DE IMPRESSORA TINTA E TONER: Os resíduos desses cartuchos merecem atenção especial, pois podem contaminar água se manuseados incorretamente. No caso do cartucho de toner a inalação do pó, extremamente fino, ainda pode causar doenças e danos para os pulmões. Para o descarte correto: Cartuchos da HP (além de outros equipamentos da marca) devem ser acumulados um total de no mínimo 5 itens para solicitar o recolhimento através do site. Para cartuchos da Epson é possível o descarte em lojas revendedoras.
LÂMPADAS FLUORESCENTES: Essas lâmpadas são feitas com mercúrio, altamente tóxico e contamina o ar quando a lâmpada é quebrada. O risco é grande pois o metal não é eliminado pelo organismo e seu acúmulo pode gerar doenças neurológicas. O descarte deve ser feito em lojas de materiais de construção como: Leroy Merlin (SP, RJ, PR, RS, MG, GO e DF).
ÓLEO DE COZINHA USADO: Apenas 1 litro de óleo é capaz de contaminar até um milhão de litros de água. A recuperação dessa água gera custo alto e acaba voltando para o bolso de quem contaminou. Para evitar esse problema, o óleo usado pode ser descartado: em São Paulo, o óleo vegetal armazenado em garrafas PET pode ser entregue na ONG Trevo (Instituto Triângulo e do Hospital das Clínicas). O Supermercado Carrefour também tem pontos de coleta nas lojas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
PILHA E BATERIAS: A oxidação das capas das pilhas e das baterias faz com que o material se rompa e que metais pesados como mercúrio, chumbo e níquel fiquem expostos contaminando o ar, o solo e a água. Para não correr risco, esses materiais podem ser descartados: Agências do banco Santander, redes do Supermercado Carrefour, Pão de Açúcar e Drogaria São Paulo. Baterias de celulares podem ser entregues nas lojas das operadoras Vivo, Tim, Oi e Claro ou encaminhar para cooperativas de reciclagem de lixo eletrônico.